sexta-feira, 16 de novembro de 2007


Poderia começar esse post da maneira habitual com a qual venho dando essa notícia, mas prefiro ir direto desta vez: ESTOU NOIVO. Escrever isso é fácil. Difícil foi esconder a caixinha das alianças. Não entrarei em pormenores, mas me espanto até agora de ter conseguido fazer uma surpresa. Eu tenho olhos muito grandes e por isso mesmo a minha alma fica muito vislumbrável. Não sei como a Rosa não percebeu. Sim, no meu pequeno planeta também há uma Rosa, mas a redoma era minha e não dela. Ela me amou primeiro, mas isso foi apenas até eu me dar conta de que eu a tinha em amor; era só transformá-lo. O que no fundo significou simplesmente tê-lo deixado seguir seu curso natural. Não vou me extender. O que me pesa é o silêncio, e o meu silêncio é dela e só ela traduz.

A mesma pessoa pela vida inteira.

Azul...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O projeto dos meus sonhos

Ainda guardo viva uma memória bem específica da minha infância: quando eu subia um grande armário de alvenaria para pegar, lá no alto, uma coleção de livros de arte que a minha mãe guardava. Não sei dizer ao certo o que me chamava mais a atenção. Se eram os projetos e exercícios, ou conhecer um pouco da vida e obra de grandes pintores. Não sei se uma pessoa já nasce com inclinação para alguma coisa, mas se isso for verdade, talvez explique o porquê do meu fascínio por arte e literatura. Não me recordo de alguém vir até mim com um livro debaixo dos braços. Sempre era um impulso próprio. Um impulso proporcional à minha paixão.

Vindo de uma família cristã, sempre vi a arte como um forte indício da nossa natureza original em Deus. Nosso desejo de criação como resquício da Criação maior. O Sublime que perspassa o decaído, o desfigurado, o vazio. À época de escolher um curso universitário, eu queria os dois: a literatura e a pintura, mas por um capricho acadêmico, eu precisava escolher apenas um. Como se fosse possível escolher entre matar a sede ou matar a fome, enquanto os dois anseios pulsavam desmedidos na alma. Minha idéia era fazer um curso oficialmente e cursar o outro como ouvinte. Não queria o título, queria o conhecimento. Apesar da Faculdade de Letras e da Faculdade de Belas Artes ficarem em prédios vizinhos, o tempo foi ainda mais caprichoso, e eu me tornei apenas bacharéu em Literatura Brasileira.

Foi justamente cursando Letras que conheci a Cruzada Estudantil e o seu ministério universitário, o Alfa e Ômega. Na companhia de outros universitários amadureci, fortaleci a minha fé e fui impactado pelo testemunho dos missionários, com os quais andava diariamente. No correr do tempo, fui agraciado por Deus com a chance de servi-lo nao apenas com a minha escrita, mas também com o meu traço e com a minha criatividade. Sem mesmo planejar, me vi envolvido pelo design gráfico e pela edição de vídeo.

Em janeiro de 2008, o Alfa e Ômega vai realizar um projeto missionário diferente de tudo que já foi feito. Um projeto onde pessoas com inclinação para design, tradução, produção de textos, vídeos, fotografia e publicidade terão a chance de mudar a cara do movimento.Num tempo em que temos vivido a maior crise espiritual da história, tem sido um grande desafio chegar ao coração dos estudantes universitários. Apesar de sabermos que o conteúdo do evangelho não pode ser adulterado, ele precisa ser exposto de forma adequada a esses jovens.

Mas por que escrever sobre um pouco da minha vida para falar de um projeto missionário? Simplesmente para dizer que o quanto meu coração está nisso. Eric Lidell, o famoso corredor cristão, disse que Deus o havia feito veloz, e quando ele corria, podia sentir o prazer dEle. Guardando as devidas proporções, o mesmo acontece comigo. Quando meu lápis corre sobre uma folha de papel, ou passo horas à frente de um computador preparando material – atividades que normalmente não consideramos “espirituais” – sinto o prazer de Deus. Sinto Seu prazer porque essa é uma maneira profundamente pessoal de glorificá-lO.E esse é um sentimento que transcende a satisfação pessoal por se fazer o que gosta. Tem mais a ver com a consciência de que estou cumprindo o propósito para o qual Deus me criou.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Noite alta
escura
e silente.
O luto
precede
a luta.
A luta
procede.
Eu luto.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O tema é recorrente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ausência prolongada

Esse caderno virtul ababa me surpreendendo por durar tanto. Estou envolvido em outras histórias, dessas histórias que escrevo com imagens. Em algum momento eu volto.

domingo, 12 de agosto de 2007


Eu sou/estou exatamente assim: o escuro iluminado.

O pessimismo ainda ronda. Por onde andará o sopro de Deus?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Post Script

De um tempo em que tudo o que eu queria ser da vida era poeta...


Escuta,
Não tenho nada a dizer.
Eu só tenho fome.
Essa fome endoidecida dos olhos.
Essa fome de terra e de miragem.
Olha,
Não tenho nada a mostrar.
Eu só tenho essa escuridão.
Essa escuridão comum das vozes.
Essa escuridão tão minha e tão alheia.
Espera,
Eu só tenho pressa.